No dia 6 de agosto de 2018, pouco antes das 3 horas da tarde, um avião roubado da Companhia aérea Horizon Air, que realiza voos regionais no noroeste dos Estados Unidos, invadiu o espaço aéreo restrito da Casa Branca. A aeronave, um turbopropulsionado, voou a menos de 50 metros de altura ao redor do complexo da Casa Branca, enquanto era perseguida por jatos de combate.

O avião, pilotado por Richard Russell, um funcionário da Horizon Air, decolou do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma sem autorização e sem plano de voo. Durante cerca de uma hora, ele realizou manobras arriscadas, incluindo loops e mergulhos, enquanto conversava com os controladores de tráfego aéreo e confessava estar com problemas pessoais e emocionais.

A ação deixou em alerta máximo as agências de segurança dos Estados Unidos, especialmente a Guarda Costeira, o FBI e a Administração Federal de Aviação (FAA). Jatos da Força Aérea e da Guarda Costeira foram acionados para interceptar o avião, enquanto agentes do FBI tentavam identificar e contatar o piloto.

Após cerca de 75 minutos de voo, o avião de Richard Russell caiu em uma área desabitada na ilha de Ketron, no estado de Washington, matando o piloto instantaneamente. Como não houve feridos ou danos materiais na queda, as autoridades descartaram a hipótese de um ataque terrorista ou de um atentado contra a segurança da Casa Branca.

No entanto, o episódio levantou questões relevantes sobre a segurança do espaço aéreo restrito da Casa Branca e sobre a segurança nacional dos Estados Unidos. O fato de um funcionário de uma companhia aérea ter acesso a uma aeronave e conteúdo para roubar um avião, sem ser detectado pelas autoridades, gerou críticas e preocupações sobre a supervisão e a segurança do setor aéreo.

Além disso, o incidente expôs a vulnerabilidade do espaço aéreo dos EUA, que já foi alvo de outros ataques, como o sequestro dos aviões que foram usados no atentado de 11 de setembro de 2001. As autoridades de aviões do país já planejam medidas para fortalecer o controle e a segurança do uso de aeronaves, especialmente em áreas restritas e sensíveis.

Em suma, o ataque de um avião na Casa Branca em 2018 trouxe de volta à discussão a preocupação com a segurança nacional dos Estados Unidos e a necessidade de aprimorar as medidas de controle e vigilância do espaço aéreo do país. O episódio, apesar de não ter causado danos significativos, deve servir de alerta para as autoridades e para a sociedade civil, de forma a garantir a proteção e a tranquilidade do país.